Sacramento da Reconciliação
Sacramento é definido exatamente como “um sinal sensível e eficaz da graça” porque o Senhor Deus tomou as coisas ordinárias para transmitir sua graça “invisível”. Em todo sacramento figura um sinal sensível, um elemento material, que pode ser a água, o pão e o vinho, o óleo, a imposição das mãos, a bênção, o sinal da cruz. Junto a este sinal sensível há também a palavra, chamada forma do sacramento. Este sinal nos garante que o acontecimento por ele representado é existente por si mesmo e que este simbolismo é meio de comunicacão objetiva da realidade evocada. E por que?
Por que cada um dos sacramentos foi instituído pelo Senhor Jesus Cristo, pois só Deus pode ligar a graça interior a um sinal externo. Já o rito do sacramento, o Senhor Jesus deixou a cargo de sua Igreja, depositária e dispensadora dos sacramentos, da Sua Graça.
Foi no século V que teve início a elaboração de uma doutrina de sacramentos, sendo Santo Agostinho o pai da mesa, definindo sacramento como “a forma visível de uma graça invisível.” Santo Agostinho também nos ensinou que os sacramentos são necessários para a salvação.
E o que dizer do Sacramento da Reconciliação?
Nós, enquanto vivemos nesta “morada terrestre”, estamos sujeitos ao sofrimento, à morte e à doença e, o Amor de Cristo revela-se no fato d’Ele procurar quem está perdido e curar quem está doente. O Senhor Jesus é o médico de nossas almas e de nossos corpos, restituindo-nos a saúde.
Foi o próprio Jesus quem instituiu o sacramento da reconciliação ao exortar seus Apóstolos: “ Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20, 22s). Perdoar os pecados para o Senhor Jesus era mais importante que fazer milagres…
“ Jesus tomou de novo a barca, passou o lago e veio para a sua cidade. Eis que lhe apresentaram um paralítico estendido numa padiola. Jesus, vendo a fé daquela gente, disse ao paralítico: “Meu filho, coragem! Teus pecados te são perdoados.” Ouvindo isto, alguns escribas murmuraram entre si: “Este homem blasfema.” Jesus penetrando-lhes os pensamentos, perguntou-lhes: “Por que pensais mal em vossos corações? Que é mais fácil dizer: Teus pecados te são perdoados, ou : Levanta-te e anda? Ora, para que saibas que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados: Levanta-te – disse ele ao paralítico – toma a tua maca e volta para a tua casa.” Levantou-se aquele homem e foi para sua casa.” (Mt 9, 1-7)
E quem pode perdoar os pecados?
Somente Deus e, sendo verdadeiramente Homem e verdadeiramente Deus, Jesus diz de si mesmo: “O Filho do Homem tem poder de perdoar pecados na terra”(Mc 2, 10) e, em virtude de sua autoridade divina, transmite esse poder aos homens (cf Jo 20, 21) para que o exerçam em seu nome. Desta forma, os sacerdotes, podem perdoar na pessoa de Jesus. Foi o Senhor Deus que quis fazer desta forma. Ele desejou perdoar os pecados através de seus Sacerdotes.
E como fazer uma boa confissão?
“A cada confissão pertencem o exame de consciência, o arrependimento, o propósito, a confissão e a penitência.” (YouCat 232) Assim sendo, para realizarmos uma boa confissão precisamos primeiramente realizar um sincero exame de consciência. Devemos compreender nossos erros, desejar não tê-los cometido e, assim, nos arrependermos. Devemos ter em nós o propósito de caminhar para a santidade, evitando a todo o custo o pecado que nos afasta de Deus. Devemos então expressar o nosso pecado diante do confessor e receber a absolvição e a penitência, a qual devemos cumprir com grande amor.
O Sacramento da Reconciliação é um sacramento de cura! Façamos nossa confissão como a maior e melhor de todas as nossas “consultas médicas”. Façamos uma lista de todas as nossas doenças (pecados) através de uma meditação profunda (exame de consciência) e cheguemos ao consultório (confissionário) arrependidos e certos de que Aquele médico conhece as nossas doenças e suas verdadeiras causas e que, por isso, seu remédio é infalível.
Tenhamos fé no Amor e estejamos certos de que : “o amor cobre uma multidão de pecados.” 1 Pd 4, 8
PASCOM – Paróquia Sto Agostinho – RJ
Fonte: CIC, YOUCAT, Sagrada Escritura, Apostilas curso Mater Ecclesiae.
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