Perguntas e respostas
Gostaria de saber qual a diferença entre padre e frei?
A palavra Padre, a qual significa "pai", é um título dado a um sacerdote, isto é, a um homem que estuda, se prepara e recebe o sacramento da ordem.
Um sacerdote pode se formar através da diocese ou de uma congregação/ordem religiosa.
O Frei, que significa "irmão, frade", é um religioso que recebe o título de Frei/Frade, por ser membro de uma congregação religiosa que assim os denomina (Ex.: franciscanos, agostinianos, dominicanos...).
Há freis que receberam o sacramento da ordem e tornaram-se sacerdotes, por isso também são padres.
Ser sacerdote, isto é, ser padre, é uma vocação, assim como ser religioso. Estas duas vocações não se confrontam. Há portanto, religiosos que também se tornam padres e há também frades/freis que não são ordenados sacerdotes.
Se todos somos feitos a imagem e semelhança de Deus por que algumas pessoas nascem com defeitos ou feias?
Prezado, é com muito carinho que esperamos responder sua pergunta. Porém, para tal, vamos começar nos questionando também.
Quem é Deus? A definição plena, o próprio Deus nos revela através da primeira carta de São João: "Deus é Amor" (I Jo 4, 8)
E o que é ser "imagem e semelhança de Deus"? No dicionário encontramos a palavra imagem com a seguinte definição: "aspecto particular pelo qual um ser ou um objeto é percebido." e encontramos a palavra semelhança descrita como: "conformidade entre o modelo e o objeto imitado em arte..."
Considerando então que Deus nos criou conforme Sua Imagem e Semelhança, podemos ver que fomos criados em conformidade com Deus (semelhança), quer dizer somos feitos de amor, para o amor e por amor. Sendo assim, devemos ser reconhecidos pelo nosso próximo como pessoas de amor (imagem).
Quanto a aparência, não ter a ver com o fato de sermos imagens e semelhança de Deus. Primeiramente o Senhor Deus não possui corpo material e, em segundo lugar, somos CRIATURAS e Deus o CRIADOR. Só Deus é PERFEITO. A matéria (massa, corpo, natureza...) tende a perfeição, submetidas a lei da evolução infundida pelo Senhor Deus no momento da criação.
Em termos de beleza, como você apresenta, é um ponto relativo. O que uns acham feio, outros acham lindo! É um conceito bastante abstrato e que se modifica de acordo com a época. Essa beleza de que você trata na pergunta é uma beleza "temporária", passageira... Lembre-se que o que era considerado belo pela sociedade há bem pouco tempo atrás era uma "gordurinha aqui e outra ali", um corpo mais "cheinho"... hoje, "o belo" é definido mais como "magro", "gordura 0", "seco"... Em alguns lugares valorizam os cabelos loiros e olhos claros, em outros, valorizam o moreno... É relativo. Aonde está a beleza? Lembre-se: gosto é pessoal e passageiro. E, quando tratamos de Deus, tudo é ETERNO. Deus não muda. Suas idéias não mudam, porque para mudar, é necessário que falte algo e, em Deus, NADA FALTA!
Em termos de nascer com defeitos, como explicado anteriormente, a matéria tende a perfeição, então, pode acontecer de alguma "matéria" ser "mal formada". O que isso significa? Considere o "mal", como a ausência de um bem devido, exemplo: todo ser humano deve enxergar. Caso algum nasça sem enxergar, define-se como um mal, pois "faltou um bem, uma característica própria"do ser humano. Outro exemplo: todo ser humano tem duas pernas e dois braços. Se alguém nasce sem um destes membros, sofreu uma "má formação", pois deveria ter tais membros. Agora, isto não tem a ver com sermos imagem e semelhança de Deus. Tem a ver com sermos feitos de matéria, em evolução (Exemplo: Hoje nosso apêndice não tem uma utilidade, mas está lá. Será que em algum momento nosso corpo já o utilizou? Alguns cientistas acham que sim.) O nosso corpo é uma composição derivada da genética, de substâncias... enfim, tantos são os fatores que nem mesmo a ciência os explica por completo. Deus não quer o mal. Deus nos amou primeiro e como todo Ser que Ama, deseja que O amemos livremente, e se, por alguma razão, o Senhor Deus permite o mal é porque, acredite:
"De todo mal Deus tira um bem maior." Talvez nem sempre sejamos capazes de vê-lo, mas um dia, com certeza, chegaremos a seu conhecimento.
Esperamos ter ajudado de alguma forma. Qualquer outra dúvida, não deixe de nos contactar.
Preciso saber como foi montado o ano liturgico e baseado em que
O Ano litúrgico tem por objetivo nos guiar no Mistério de Cristo, apresentando-nos as Verdades de nossa fé. Ele foi elaborado pela Igreja de forma que, em três anos, os fiéis conheçam a História da Salvação, através da leitura da Sagrada Escritura, do conhecimento da Palavra de Deus.
O Ano litúrgico tem início no Primeiro Domingo do Advento e termina com a Festa de Cristo Rei do Universo.
Durante o ano litúrgico temos o ciclo do Natal, o ciclo Pascal e o tempo Comum.
Há datas móveis (como a data da Páscoa) e datas fixas (como a do Natal). Os tempos baseiam-se nessas datas, por exemplo: o primeiro domingo anterior ao dia 25 de dezembro é o quarto domingo do Advento, o segundo domingo antes, é o terceiro domingo do Advento e assim por diante, até que o quarto domingo anterior ao dia 25 de dezembro é o primeiro domingo do Advento (início do Ano Litúrgico).
A data da Páscoa é sempre o primeiro domingo de lua cheia da primavera em Roma (hemisfério Norte) e datas como, por exemplo, Pentecostes, Corpus Christi, tempo da quaresma, são baseadas na data da Páscoa.
Para saber em qual dos três anos litúrgicos nos encontramos é simples: Se o ano for divisível por 3, estamos no ano C (evangelho de S. Lucas) e os anos consecutivos são o A (evangelho de S. Mateus) e o B (evangelho de S. Marcos)
Esperamos tê-lo ajudado!Qualquer dúvida estamos a disposição.
Gostaria de uma explicação sobre o terço bizantino
Terço bizantino é o nome dado pela Igreja Católica a um cordão utilizado na liturgia bizantina para ajudar na oração. Este cordão data de aproximadamente 1700 anos atrás e chama-se Chotki (em russo), mas por sua semelhança ao nosso Rosário/Terço, nós o chamamos de Terço bizantino, nome não reconhecido pela igreja Ortodoxa.
Este instrumento de oração possui grande simbolismo, sendo alguns deles:
• É um cordão feito de lã – para nos recordar que nossas orações são dirigidas ao Cordeiro de Deus e também para lembrar-nos que somos ovelhas guiadas pelo Bom Pastor.
• Possui duas extremidades unidas por um nó principal – isto para representar que Deus é o Princípio e o Fim, o Alfa e o Ômega (Cf Ap 21, 6)
• Possui uma franja – local para se enxugar as lágrimas, fruto da alegria do conforto, proporcionada pelo encontro da oração com o coração de quem ora, assim como pela escuta da Palavra de Deus.
Mas o objetivo do Terço Bizantino é recordar-nos e auxiliar-nos na prática e no dever da oração.
Como posso explicar a meus alunos o significado das cores nas vestes dos padres e no altar?
O Branco – Simboliza a vitória, a paz, a alma pura, a alegria. É a cor predominante da ressurreição.
Usa-se na Quinta-feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, em todo o Tempo Pascal, no Natal, no Tempo do Natal, nas festas dos santos (quando não-mártires) e nas festas do Senhor (exceto a da Paixão), nas festas e memória da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, na festa de Todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo
O Vermelho- Simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio.
É usado no Domingo de Ramos e da Paixão, na Sexta-Feira santa, no Domingo de Pentecostes, nas festas dos Apóstolos, dos Santos mártires e dos Evangelistas.
O Verde – É a cor da esperança
Usa-se no Tempo Comum (Quando no Tempo Comum se celebra uma festa do Senhor ou dos santos, usa-se então a cor da festa)
O Roxo – Simboliza a penitência
Usa-se no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode-se também usar nos ofícios e missas pelos mortos.
O Preto – É símbolo de luto.
Pode ser usado nas missas pelos mortos, mas nessas celebrações pode-se usar também o branco, dando-se então ênfase não a dor, mas a ressurreição
O Rosa – Simboliza também a alegria
Pode ser usado no terceiro Domingo do Advento, chamado “Gaudete”, e no quarto Domingo da Quaresma, chamado aqui “Laetare”, ambos domingos da alegria
• Quanto ao Advento, está havendo uma tendência a se usar o violeta, em vez do roxo, para distingui-lo da Quaresma, pois Advento é tempo de feliz expectativa e de esperança, num viver sóbrio, e não de penitência, como a Quaresma.
• Nas missas pelos defuntos usa-se o roxo ou o preto, tem-se usado também o branco, para se dar ênfase não ao sofrimento, mas a ressurreição.
• Nas festas dedicadas a Maria pode ser utilizado paramento Azul, mas somente nessas festas.
Nas festas da Páscoa e de Natal pode ser utilizado o Dourado.
Gostaria de saber qual a diferença entre Pastorais, Grupos e Movimentos.
Pastoral - a palavra Pastoral deriva de Pastor e podemos definí-la como a ação da Igreja no mundo, isto é, um conjunto de atividades através das quais a Igreja realiza a sua tríplice missão: profética, sacerdotal e testemunhal. De uma forma mais simples podemos também definir a pastoral como "os braços" do pastor. A "messe é pequena" e não seria possível a cada sacerdote, a cada pastor, realizar todas as atividades necessárias para a Igreja cumprir sua tríplice missão, por isso a Igreja utiliza-se dos serviços dos leigos, para, como "braços e pernas" dos pastores, ajudar a Igreja. É imprescindível saber que a pastoral está a serviço do pastor.
Grupos - o Grupo são fiéis que se reúnem de forma espontânea, porém sempre com a licença e orientação do Pároco ou vigário paroquial e tendo como base a oração e a escuta da Palavra. Os grupos reunem-se para orar, para promover a justiça e a paz, para visitar doentes e etc. Quando um grupo cresce e amadurece, pode tornar-se uma Comunidade reconhecida pelo pároco (comunidade paroquial), pelo bispo (comunidade diocesana) ou até mesmo pelo Papa (comunidade católica). Ex.: Comunidade Canção Nova.
Movimentos - quando o grupo tem uma liderança, tem um objetivo claro de oração, espiritualidade, comunhão e missão ou apostolado com autorização eclesiástica, pode chegar a ser um movimento. Exemplos de movimento seriam : ECC (Encontro de Casais com Cristo), Apostolado da Oração, Juventude Agostiniana Recoleta e etc. Os movimentos, assim como os grupos, também podem ter âmbito paroquial, diocesano ou universal (católico).













